sábado, 28 de março de 2009

Audiência pública discute obra da ponte

MATERIA

O superintendente do Departamento Nacional de Trânsito, DNIT, Guedes Neto, esteve na audiência pública convocada pela Câmara Municipal de Aracati, através do requerimento 050/2009 do vereador Mendes, no SESC –ler, nesta quinta-feira, 27 de março, para discutir com a comunidade do Pedregal a nova obra da ponte Juscelino Kubitschek.



O custo da obra é em torno de 29,04 milhões de reais e mais quatro milhões para indenizações de terrenos, casas, prédios públicos como posto de combustível, restaurantes, igreja, caixa d’agua, posto policial, creche e lojas comerciais. A nova ponte terá 466 metros de extensão, 15 de largura, uma ponte exclusiva para ciclistas e pedestres. Detalhe: a velha será restaurada e anexada a nova. As margens das vias sobem de 9,2m para 10,4.

A obra teve emendas orçamentárias dos deputados Zé Airton- PT, Léo Alcântara – PP e Marcelo Teixeira.



Indenizações

Todas as pessoas que possuem terrenos que serão desapropriados precisarão estar com toda documentação preparada, e podem receber de imediato o dinheiro calculado do imóvel caso concordem com o valor indicado pela construtora; caso contrário, é a justiça que julgara o valor da indenização se proprietário conseguir provar que o imóvel tenha um valor maior. Para o DNIT, 44 imóveis serão desapropriados.

A empresa licitada foi a Helênio Fonseca S/A. A Ordem dos Advogados do Brasil, OAB-Aracati, se manifestou em defesa do dos moradores contestando o início das obras e como a mesma está trabalhando no âmbito social sem promover nenhuma conscientização e diálogo. Todos os imóveis foram medidos e avaliados pela própria comunidade para segurança dos valores apontados pela construtora.

Zé Airton falou

Em suas palavras, Zé Airton disse que a obra vem desde o governo Fernando Henrique, iniciada sem aprovação do DNIT, sendo avaliada com falhas técnicas nos concretos das colunas que sustentariam a parte superior da ponte.

Outra questão foi a quando a primeira construtora, Terra Brás desistiu de dar sequência a obra começada e paralisada, devido ao custo defasado apontado no primeiro orçamento. Alguns anos depois o Exército assumiu a obra, mas em seguida desistiu priorizando uma duplicação de trecho federal de Recife a Natal.

Agora, o Programa de Aceleração do Crescimento, PAC, do Governo Federal, assumiu a obra já dado início estes dias. Os debates sobre os impactos ambientais e sociais estão acontecendo e ambos os seguimentos da população, Governo e Sociedade Civil, compreendem a grande importância da obra.

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